quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Kilobytes por Segundo

Quando penso em me desplugar
Me reconecto
Quando penso em reconectar
Entro na rede feito peixe
Sem querer

Quando penso em fechar os olhos
Não sonho, então abro
Quando penso que estão abertos
Estou muito mais longe do que eles

Quando penso em tocar, me afasto
E quando me afasto , sinto o toque
E assim, quando penso em ouvir uma canção
Ela já acabou e ouço apenas minha voz

Quando penso em partir
Eu fico
E quanto mais eu fico
A ideia de partir já está longe

E quando os dias parecem longos
De repente já é amanhã
E quando penso que ainda vai chegar
Já passou

Talvez pensar já tenha passado
E a menor noção de tempo
Não sejam segundos
E sim "Quando"



quarta-feira, 20 de junho de 2012

Frase minha inspirada no Clube da Luta:

"Você precisa saber que tem alguém pior do que você pra ser feliz. Nem que esse alguém seja você mesmo."

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Leveza

Tirar todo peso das costas
Entender que saiu magoando gente
E saber pedir desculpas

Saber que tentou e não deu.
Saber que o mundo não parou por isso.
E nem você

Saber que pessoas podem ir
Mas ao mesmo tempo podem ficar
Entender que tudo é assim mesmo
Incerto

Quando tudo isso finalmente fizer sentido
Quando tudo isso finalmente não for mais um peso

Você está livre pra voar

terça-feira, 12 de junho de 2012

Montanhas de Areia

Montanhas de Areia

Ser uma montanha de areia
É nada mais do que estar vivo
E alguém ou alguma coisa te assoprar.

Você se espalha com o vento, para qualquer lugar
Mesmo onde você não queria parar.

As vezes o lugar é parecido
Mas nada é nunca é igual.
E os seus grãos de areia
Acabam parando em lugares
Que você achava que conhecia

Mas que são diferentes
E justamente por serem diferentes
É o que faz o seu grão ficar

Ficar, se espalhar
Se perder
E nunca mais voltar
Pro lugar onde deveria estar

Mas afinal, quem não quer ser uma montanha de areia
Sem lugares pra conhecer?
Sem se espalhar?
Sem continuar igual?

Silêncio

"Esteja alerta para a regra dos três
O que você dá retornará para você
Essa lição, você tem que aprender
Você só ganha o que você merece"

Tempted in our minds
Tormented in silence
Wounded, I'm affraid inside my head
Falling through changes

Empty in our house
Crying out in silence
Wounded out of reach, too far to speak
Drifting unable

Did you know when you lost?
Did you know when I wanted?
Did you know what I lost?
Do you know what I wanted?


Go

"Vá, vá, vá, vá, sua alma inquieta, você encontrará Sim, a vida é um pote de amoras
Você pode ter o máximo que puder carregar
E alguém uma vez disse que a vida é como uma vaca
Mas eu não sei como isso se aplica
Mas de qualquer forma estamos todos nesse planeta
Tomando tudo como garantido
Mas eu acho que você encontrou algo
Não deixe escapar

Vá, vá, vá, vá, sua alma inquieta, você encontrará

Então você acha que a encontrou
E ela sabe como você se sente
E você diz que ela é pra valer e ela é divertida
Bem, tudo isso é correto e bom
Exatamente como deveria ser
Entender e ser entendido é ser livre

Então eu acho que você deve ir"

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Adicioando Água no Mar

De vez em quando dá vontade de destruir tudo que é perfil na internet e largar o virtual, mas tantas coisas boas vieram do virtual. O problema que de uns tempos pra cá, parece que tudo ficou virtual, até amizades, como você encontrasse com uma pessoa no dia a dia, e bastasse apertar um [x] perto dela e sair caminhando. Já tem outras que não se refletem no virtual, parece que preciso pintar pixels no rosto pra mostrar que sou o mesmo que fala no mundo real, na internet. Parece que tudo anda sendo trocado, ou muito rápido.Cansado de escrever nesse mar de internet, parece que só acrescenta água num oceano que já transborda. Fica tudo sem sentido.Excesso de informação, excesso de rotina virtual, excesso de bobagens. Eu preciso filtrar tudo e conseguir dá um belo de um reset.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Feito lobo, feito Filípides

Fazia um tempo que não sentia uma vontade extrema de correr. Não falo de vontade normal, nem de correr pra aliviar estresse. Era uma vontade extrema, absurda quefazia minha mente ignorar até a música em meus ouvidos, o mundo. Tudo e qualquer coisa. A luz do sol, problemas, alegrias. Tudo. Uma vontade extrema de correr acima do meu limite, de feito um lobo uivar pra lua, grunhir na subida de uma ladeira, de morder se fosse possível, o asfalto a minha frente e parti-lo em dois. Como um lobo uivando pra lua, sem o menor motivo de saber porque , apenas como um lobo. Vontade extrema de bater meu record, de fazer tudo acabar ali mesmo devido a todo meu extremo esforço. De imitar Filípides que ultrapassou seus limites e chegou ao fim. Corri acima do meu limite, subi a ladeira como fosse um lobo uivando pra lua, aumentando as passadas de acordo com o aumento do esforço de terminar a subida, quanto mais ingrime, mais forçava meus limites. Cansado e exausto e ainda uma reta na minha frente. Imaginando Filípides e um lobo ao meu lado, forcei o meu limite máximo e corri. Corri grunhindo e querendo gritar não de dor, mas sim de liberdade, de poder ultrapassar as convenções, mesmo que seja só possível correndo. O record não foi batido. Mas como um lobo que não precisa explicar porque uiva pra lua e diferente de Filípides em sua chegada, forcei meus limites apenas porque precisava , a diferença, é que continuo aqui. Querendo continuar a correr até minha última corrida, mesmo sem records, sem explicações.


PS: Antes achava que o nome do corredor que correu para avisar Esparta da chegada dos Gregos se chamava Marathon, mas na verdade, Maratona, é o nome da cidade onde ocorreu a batalha.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Tire uma foto, pegue um souvernir meu


Como uma paisagem de um lugar distante. Você passa por mim. Viaja tanto tempo para chegar até mim ou talvez apenas algumas horas. Você visita-me, conhece os meus pontos turístícos, os lugares onde não deve ir, as paisagens mais bonitas e como sou no pôr do sol. Nada através da minha praia, abre as mãos e joga minha água em seu rosto para tirar o suor.
Visita meu corpo e sente o calor de 40º do meu beijo. Tropeça em meus pés e cai no meu chão suave a sua pele. Meu sol não te queima e sim ilumina. Meus olhos-Minhas estrelas aparecem para você durante a noite que você quer conhecer.
Mas como toda paisagem, tire uma de mim. Leve um souvenir do que eu sou. Para depois olhar as fotos ou apenas deixar guardado na gaveta do seu quarto. Como um lugar que visitou e que as vezes possa dizer que conheceu.
Como toda paisagem, eu passo, você vai embora. Como toda viagem, você foi até lá mas não irá deixar de conhecer outras.

Use meu souvenir até encontrar outro mais bonito.
Tire uma foto de mim porque como toda paisagem, eu mudo.

JC


*Re-postagem de texto meu, que estava esquecido por aí!

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Tempo x Música

















Pare para ouvir isso. Espere!
Saiu um lançamento novo deste novo artista! Mas interfira no riff da música por favor...faz-se nescessário escutar aquela faixa do outro álbum para notar a referência à música mais nova! Ora, escutemos os clássicos zilhões de vezes...zilhões e uma vezes! Mas...escutar a mesma coisa sempre...estará se perdendo os novos clássicos! Escutemos os novos clássicos...mas os velhos e sempre novos clássicos pedem sua atenção mais uma vez...repete-se. De novo mais uma novidade..oh não! Desta vez é ruim!

Droga! Perdeu-se o tempo nessa novidade ruim , corre-se rapidamente para ouvir algo não tão novo mas pouco escutado...ora! Mas isto é muito bom!! Como não se ouviu antes?

Troca-se a faixa, pula-se outra, avança-a até o fim, volta! Rebobina, aperta play, procura a lista dos álbuns no .doc, no .xls, no .txt, no allmusic!

Mas, escuta-se música ao mesmo tempo da busca..volta! Não foi prestada a atenção devida! Saiu um novo clássico, corre-corre, ouvidos lentos, droga, não conseguem acompanhar! Hey! Uma novidade!!!! Nãoooo!!! Um clássico até então não ouvido!!!

Escuta-se e repete-se. Repetindo e escutando..enquanto o mais novo sucesso está no ar...talvez erguendo a mão e fechando o punho bem forte, possa-se pegar o som, guardar. Mas o tempo. Este não há como parar.